(Roboão) Quando um rei desprezou a lei de Deus. Série Reis e Crônicas: Parte 2

(Roboão) Quando um rei desprezou a lei de Deus

Série de reflexões dos livros de Reis e Crônicas: Parte 2.


Salomão foi sepultado, e seu filho, Roboão, ficou em seu lugar. Roboão foi a Siquém para se tornar rei sobre Israel (1 Reis 12:1). O Senhor já havia revelado a Aías e Jeroboão que o reino seria dividido, e Roboão vai fazer exatamente o que o Senhor falou.

O povo então veio a Siquém; Jeroboão também veio, pois ele estava de volta do Egito — ele havia fugido de Salomão (11:40). Eles foram ao rei e pediram que aliviasse as cargas que Salomão havia colocado sobre o povo (v. 4).

Roboão, no início, pediu conselho aos anciãos, mas, depois de escutar, desprezou o conselho deles e foi se aconselhar com os homens mais jovens que cresceram com ele (v. 6-9). Esses homens aconselharam Roboão a ser ainda mais pesado com o povo (v. 10).

Três dias depois, o povo voltou, e Roboão falou asperamente (v.13), que seria ainda mais pesado que seu pai, o que desagradou aos israelitas, que voltaram para suas tendas, pois viram que Roboão não lhes deu ouvidos (v. 12-16). Os israelitas que moravam em Judá ficaram junto de Roboão (v. 17).

Quando Roboão mandou o superintendente Adonirão para os trabalhos forçados, como havia dito que faria ao povo, o povo o apedrejou, e Roboão precisou subir no cavalo e fugir para Jerusalém. Esse era o início da divisão, como o Senhor havia predito (v. 18-19). Colocaram sobre si Jeroboão como rei. Roboão ficou com Judá, e Jeroboão com as outras dez tribos.

Roboão não aceitou e começou a se preparar para guerrear, mas o Senhor, através do profeta Semaías, ordena que ele e os seus não lutassem contra seus irmãos (v. 21-24).

Roboão tinha quarenta e um anos de idade quando começou a reinar sobre Judá (1 Reis 14:21). Ele fortifica cidades em Judá (2 Crônicas 11:5-10), constrói fortalezas, armazena suprimentos, escudos e lanças (v. 11-12). As cidades ficaram bem fortes; Judá e Benjamim continuaram sob o domínio de Roboão (v. 12).

Durante o reinado de Roboão, sacerdotes, levitas e homens de todas as tribos de Israel vieram a Judá para morar. Eles tinham sido expulsos por Jeroboão e queriam servir ao Senhor, e assim, por três anos, fortaleceram o reino de Judá (v. 13-17).

É-nos revelado que a família de Roboão era muito grande. Ele tomou por esposa Maalate e Maaca, detalhe que ele amava mais Maaca (lembrando muito Jacó) do que as outras mulheres que havia tomado. Teve dezoito mulheres, sessenta concubinas, vinte e oito filhos e sessenta filhas. Colocou seu filho Abias (também lembra Jacó com José) como príncipe sobre seus irmãos, mas, para não gerar problemas, agiu com sabedoria, dispersando seus filhos por Judá e casando-os (v. 18-23).

Após três anos de reinado, a Palavra nos conta que Roboão, tendo confirmado e fortalecido seu reino, abandonou a Lei do Senhor, algo que, infelizmente, muitos seres humanos fazem ao conquistar alguma coisa na vida. O povo estava sendo infiel agora.

Por isso, o Senhor permitiu que o rei do Egito, Sisaque, atacasse Jerusalém. Isso foi no quinto ano do reinado de Roboão; segundo a Palavra, era inumerável a quantidade de gente que vinha com o Egito. O Senhor novamente enviou o profeta Semaías, que falou as palavras do Senhor: “Vocês me abandonaram, e, por isso, eu os abandonei, entregando-os nas mãos de Sisaque” (2 Crônicas 12:1-5).

Ao ouvir Semaías, os príncipes e o rei se humilharam. Com a humilhação, o Senhor viu a sinceridade deles e, por isso, lhes daria socorro contra Sisaque. Ainda assim, houve consequências: Sisaque levou os tesouros da casa do Senhor e do palácio real. Judá ficou sob o domínio dos egípcios. O Senhor deixou isso acontecer também para que seu povo aprendesse a diferença entre servir ao Senhor e servir a outros povos, nesse caso os egípcios.

Roboão depois mandou fazer escudos de prata, já que os de ouro foram levados (v. 7-11).

Roboão não foi totalmente destruído, pois se humilhou, e o Senhor deu socorro, porque ainda havia algo de bom em Judá (v. 12).

O Cronista ainda nos conta que Roboão vivia em guerra com Jeroboão (v. 15). Foram 17 anos de reinado. Ele morreu com 58 anos de idade, e seu filho Abias reinou em seu lugar (v. 13, 16).

O autor de Crônicas nos revela que Roboão fez o que era mau; seu coração, diferente de Davi e Salomão, não buscou o Senhor (v. 14).

Quando refletimos sobre essa vida, enxergamos um homem que:

  • Não deu ouvidos aos mais sábios e mais velhos.

  • Era um governante tirano.

  • Idólatra.

  • Abandonou a Lei de Deus.

  • Confiava em seu poder e em suas fortalezas que construiu.

  • Tomou para si inúmeras mulheres (andou no caminho de seu pai Salomão).

  • Em seu coração, não buscou ao Senhor.

  • Na hora da dificuldade, se humilhou, mas depois não continuou buscando a Lei do Senhor.

  • Não aproveitou um povo fiel ao Senhor para crescer e servi-lo; ao invés disso, levou-os ao erro.

Quantas oportunidades Roboão teve e não quis servir de coração ao Senhor? Preferiu perder tudo: seu reino, viver em guerras e servir aos egípcios agora, como consequência do pecado.

Jesus nos ensina o mesmo princípio hoje:

“Respondeu Jesus: ‘Ame o Senhor, o seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todo o seu entendimento’. Este é o primeiro e maior mandamento.” Mateus 22:37-38.

- Por Felipe Labela

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