Malaquias 1:2-3
² O Senhor diz:
— Eu sempre os amei.
Mas vocês perguntam:
— Como é que nos amaste?
E o Senhor responde:
— Esaú era irmão de Jacó, mas eu amei Jacó
³ e rejeitei Esaú. Fiz dos montes de Edom uma desolação e dei a sua herança aos chacais do deserto.
O povo de Israel foi escolhido para ser alvo do amor de Deus, mas muitas vezes não reconheceu esse amor. Isso ainda acontece nos nossos dias: muitos querem ser amados à sua maneira, conforme suas próprias expectativas, mas não estão preparados para receber um amor genuíno, profundo e transformador.
O amor de Deus não depende de méritos humanos. Ele escolheu Jacó, não por suas obras ou perfeição, mas porque Ele é amor. Jacó, por si mesmo, tinha falhas e pecados, mas Deus decidiu amá-lo. Assim também acontece conosco: o Senhor nos amou primeiro, mesmo em meio às nossas fraquezas e erros, e nos chama a reconhecer e responder a esse amor.
Por isso, somos convidados ao arrependimento verdadeiro, a crer no Evangelho e a viver uma transformação completa de coração e mente. Hoje, nós também fomos escolhidos para herdar bênçãos em Cristo. Esse é um amor que não podemos ignorar, nem rejeitar.
Receber esse amor é reconhecer que não somos dignos por nós mesmos, mas fomos feitos dignos em Cristo. E, ao aceitarmos isso, passamos a viver como herdeiros da promessa e filhos amados de Deus.
Amém.
Uso Legítimo
A lei de Deus sempre foi boa, como afirma Paulo em 1 Timóteo 1:8: “Sabemos que a lei é boa, se alguém se utiliza dela de modo legítimo.” Ela revela o caráter santo do Senhor e nos mostra o pecado, conduzindo-nos à consciência de nossa necessidade de redenção (Romanos 3:20). No entanto, a lei só é útil quando entendemos corretamente o propósito para o qual ela foi dada. Quando isso não acontece, ela pode ser usada de modo distorcido, seja para controlar pessoas, impor pesos religiosos ou justificar interpretações erradas. Mas quando compreendemos sua verdadeira finalidade, percebemos que a lei aponta para Cristo e encontra Nele seu cumprimento.
Em Cristo, vivemos a essência da lei, resumida em amar a Deus sobre todas as coisas e amar ao próximo como a nós mesmos (Mateus 22:37–39). Essa é a lei sob a perspectiva da graça: uma lei que não escraviza, mas liberta; que não condena, mas conduz ao arrependimento; que não exige perfeição humana, mas revela a obra perfeita de Jesus. Por meio Dele, nos tornamos sacerdócio real, nação santa e povo exclusivo de Deus (1 Pedro 2:9), chamados a viver em liberdade e não presos ao legalismo.
Por isso, é preciso cuidado com quem usa a lei de modo ilegítimo. Há quem distorça as Escrituras para obter vantagens pessoais, manipular consciências ou justificar seus próprios desejos. Judas 1:4 descreve esses como pessoas que “pervertem a graça do nosso Deus em libertinagem”. O uso correto da lei não é aquele que condena o próximo para exaltar a si mesmo, mas aquele que conduz todos à verdade e à graça de Cristo.
Jesus não aboliu a lei; Ele a cumpriu plenamente e nos chamou a viver segundo o Espírito, e não segundo a letra que mata (2 Coríntios 3:6). Por isso, devemos interpretar e aplicar a Palavra com sinceridade, humildade e temor, sabendo que a lei é boa — mas somente quando usada com legitimidade, amor e verdade.
- Por Fernando Rodrigues.

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