Lucas 18:9-14 apresenta a parábola do fariseu e do cobrador de impostos. Jesus conta essa história para alguns que confiavam em si mesmos, achando-se justos, e desprezavam os outros. Nela, dois homens sobem ao templo para orar: o fariseu e o cobrador de impostos. O fariseu, em sua oração, agradece a Deus por não ser como os outros homens, injustos e pecadores, e por cumprir práticas religiosas como o jejum e o dízimo. Já o cobrador de impostos, em contraste, se coloca à distância, nem sequer levantando os olhos ao céu, mas batendo no peito, dizendo: "Ó Deus, tem misericórdia de mim, pecador!" Jesus conclui que o cobrador de impostos, e não o fariseu, voltou para casa justificado, pois aquele que se exalta será humilhado, e quem se humilha será exaltado. Isso nos ensina que a justificação vem pelo reconhecimento da nossa necessidade de misericórdia e pela humildade diante de Deus.
Romanos 12:3 nos lembra da importância da humildade. Paulo escreve para não pensarmos de nós mesmos além do que convém, mas sim com moderação, conforme a medida da fé que Deus nos concedeu. Aqui, ele reforça que não merecemos nada por nós mesmos e que tudo o que temos é fruto da bondade e da graça de Deus. Quando reconhecemos nossa verdadeira condição, entendemos que é Deus quem age em nossas vidas com bondade, e não por nossos próprios méritos.
2 Coríntios 7:10 fala sobre o arrependimento verdadeiro. Paulo afirma que a tristeza segundo Deus produz arrependimento para a salvação, sem remorso, mas a tristeza do mundo produz morte. Na parábola de Lucas, o cobrador de impostos experimenta essa tristeza piedosa ao reconhecer seu pecado e pedir misericórdia. Em contrapartida, o fariseu sente orgulho de si mesmo, achando-se superior aos outros, demonstrando uma tristeza que não é genuína, mas sim baseada em autossuficiência e arrogância.
Jeremias 9:23-24 nos oferece uma advertência sobre onde deve estar nossa confiança. O profeta diz: "Assim diz o Senhor: Não se glorie o sábio na sua sabedoria, nem o forte na sua força, nem o rico nas suas riquezas; mas o que se gloriar, glorie-se nisto: em me conhecer e saber que eu sou o Senhor, que faço misericórdia, juízo e justiça na terra; porque destas coisas me agrado, diz o Senhor." Isso nos ensina que, se vivemos cada dia, é porque Deus quis e não por nossos próprios méritos ou habilidades. Nossa glória deve estar em conhecer e confiar em Deus, que age com misericórdia e justiça em nossas vidas.
Amém!
Comentários
Postar um comentário